Nesta era digital de crescente influência das redes sociais e da tão efémera inteligência artificial, a forma como as pessoas pesquisam e procuram por respostas está a passar por uma mudança significativa.

Estas anteriormente dominadas pelos motores de pesquisa fazem o cenário digital atual ser partilhado por uma variedade de plataformas, onde as redes sociais e os ‘softwares’ de Inteligência Artificial desempenham um papel cada vez mais fulcral e banal no quotidiano da vida dos utilizadores.

No decorrer destes novos tempos o comportamento atual destes utilizadores tem vindo a mudar, especialmente das gerações mais jovens onde refletem progressivamente estes novos ventos de mudança. Em vez de recorrerem primeiramente aos motores de pesquisa na busca das suas verdades, estes preferem começar a pesquisa nas redes sociais ou em ‘softwares’ de Inteligência Artificial para satisfação de dúvidas e respostas rápidas. Além disso, a proliferação dos dispositivos móveis e a popularização da pesquisa por voz estão a alimentar esta evolução repentina. Visto isto, os resultados das estratégias de marketing digital precisam assim de ser ajustados e modernizados a estas novas tendências procurando satisfazer a necessidade dos “utilizadores finais”.

Dados recentes revelam que mais da metade do tráfego na ‘internet’ advém de dispositivos móveis, com a Geração Z liderando o caminho ao preferir pesquisar através dos seus ‘smartphones’. Mas livre-se de pensar que esta tendência é exclusiva das gerações mais jovens, pois os Millennials e a Geração X também demonstram uma preferência significativa por pesquisas móveis. Portanto, é crucial otimizar o conteúdo para estes dispositivos, garantindo assim uma experiência de utilizador mais responsiva e intuitiva, melhorando o UX/UI em busca de uma maior imersão.

Outra tendência em ascensão é a pesquisa por voz, a popularização da mesma faz com que gradualmente esta funcionalidade ajude na obtenção de informações, na realização de tarefas diárias básicas com assistentes virtuais, na automação de tarefas e na pesquisa de resultados. Com isto, é necessário acompanhar esta mudança e otimizar essencialmente os conteúdos para as pesquisas de voz, utilizando palavras-chave e linguagens mais naturais, fortalecendo assim o conteúdo orgânico, ajudando organicamente o SEO a proliferar.

Mas não pensem que os motores de pesquisa estão a perder relevância. Estes ainda são amplamente utilizados por uma vasta maioria do público internauta, mas as redes sociais e a inteligência artificial estão a ganhar progressivamente o seu espaço. Um dado interessante é a evolução do número significativo de pessoas que já preferem utilizar as redes sociais para pesquisa, uma tendência que deve continuar a crescer à medida que as gerações mais jovens se tornam consumidores independentes. Permitam-me tecer um comentário em tom de nota a ressaltar o quão preocupante isto é no que toca ao que é verdade ou mentira e na proliferação de ‘fake news’. Apesar de este assunto não ser matéria para este artigo, deixo um mero devaneio de Bertolt Brecht: “Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, esse é um criminoso.”- “Life of Galileo”.

Por fim, mas não menos importante, a Pesquisa Generativa ou mais comummente chamada de Inteligência Artificial que com base em algoritmos complexos e combinações de dados em grande volume criam a humanização de uma máquina com conhecimento praticamente ilimitado nas mais variadas áreas. Embora o uso generalizado ainda não seja uma realidade, as ferramentas de IA, como o ChatGPT, o Search Generative Experience da Google, entre outras, estão a moldar o futuro da pesquisa online e serem uma ameaça a longo prazo dos motores de pesquisa. Estas mudanças podem impactar praticamente todas as estratégias de SEO desenvolvidas para os conteúdos “Search” e assim, como as redes sociais  a forma como os resultados e a verdade é apresentada.

Em suma, à medida que os tempos mudam, também devem mudar as estratégias de pesquisa e marketing. É essencial acompanhar as novas tendências e adaptarmo-nos às necessidades dos consumidores que estão em constante evolução, garantindo assim que o foco permaneça sempre neles.

FONTE: https://minhodigital.pt/o-futuro-das-tendencias-de-marketing-o-impacto-da-inteligencia-artificial-e-das-redes-sociais-na-pesquisa/

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