“Caríssimos Exmos. Governantes deste Portugal Desgovernado,
Existe toda uma geração perdida e não suportada pela inflação, pelos impostos, pelo pós-COVID, pelo pós-guerra, pela habitação, pelos créditos, pela natalidade, pela pressão e depressão da exigência de cursos superiores com ordenados inferiores. A geração mais bem preparada de sempre é, no entanto, a mais destabilizada no que toca aos rumos da vida. Quantos destes jovens ainda cá estão? Formámos sem dúvida a geração mais bem preparada para partir. Ficamos assim, cada vez mais com um Portugal sedento de talento Jovem, órfãos de sangue novo que seja capaz de abrir portas e remodelar os pensamentos do país.
Sim, sabemos que vivemos tempos de Instabilidade não só Política e Mundial mas também mental e social, na qual existem jovens adultos a tentar emergir num mundo completamente caótico, onde ter habitação é um luxo e arrendamento partilhado uma necessidade.
Mas vossas Excelências querem que se fale sobre Política. Relativamente a isso tenho-vos a dizer que existe toda uma geração descrentes com os governantes e governos corruptos ao longo destas nossas prematuras décadas. Vimos a entrada do euro, os milhões gastos em estádios, troikas, aeroportos, TGVs, detenções de ministros e primeiros-ministros, privatizações, desprivatizações, TAP, bancos falidos, geringonças, contratos e mais contratos inflacionados e costurados, tudo isto com o dinheiro de contribuintes. A esfera armilar que definia os caminhos e princípios-base de uma direita ou de uma esquerda, estão desvanecidos por radicalismos e populismo tanto à direita como à esquerda. Existe toda uma geração sem ideais políticos, que descrê no governo e nos governantes onde após tantos ‘cambalachos’ continuaram a exercer o mesmo poder de sempre.
O despreparo para esta nova situação exacerbou a crise política, assim sendo não podem culpar o voto de protesto. Este passou das mesas de café para os boletins de voto devido à insatisfação da conjuntura política atual, não culpem o povo, a crise política é fruto de anos de sucessivas impunidades.
Termino com um provérbio oriental que resume e reflete bem os tempos conturbados de mudança que vivemos:
“Pessoas fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram Pessoas fracas, mas Pessoas fracas criam tempos difíceis e tempos difíceis geram Pessoas fortes.”
Com os melhores cumprimentos,
Uma Geração”
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